quarta-feira, 30 de maio de 2012

De Puno para Copacabana, Bolívia - Dia 11

    Nossa passagem pelo Peru estava terminando e agora tínhamos viagem marcada para a Bolívia, sendo que a primeira parada seria em Copacabana, cidade à beira do Lago Titicaca que inspirou o nome à famosa praia carioca.

     Já havíamos comprado a passagem na chegada a Puno por US$7,20 e agora de manhã tínhamos apenas que tomar o café da manhã no hotel, pagar a conta, pegar um táxi e seguir até a rodoviária. O hotel custou US$ 91,00 por pessoa para três noites. Na noite que ficamos na ilha, deixamos nossa bagagem no quarto, logicamente que tudo trancado com cadeado, apesar que em mala de mochileiro não tem muito o que roubar. Quem vai querer roupa suja?

    O táxi do hotel até a rodoviária foi aproximadamente uns US$3,00 e em poucos minutos já estávamos lá. Como não voltaríamos mais para o Peru, resolvemos gastar todo o dinheiro e o pouco troco que havia sobrado da moeda peruana, compramos guloseimas na própria rodoviária. Sobrou apenas uma moeda de 1 Sole para guardar de recordação.

     O ônibus até que saiu no horário, sem muito atraso, mas não espere muito conforto. A viagem de Puno para Copacabana é bonita, pois a estrada segue todo o lago. Durante a viagem um funcionário da empresa de ônibus viaja juntamente com os passageiros, pois como precisamos cruzar a fronteira entre os dois países, ele dá orientação e organiza a bagunça. Durante a viagem ele mencionou que precisaríamos pagar uma taxa de 1 sole. Tínhamos apenas uma moeda, mais nada. Eu tinha R$ 20,00 na carteira e nenhum dólar. Estávamos completamente zerados, pois quando chegássemos em Copacabana, aí sim sacaríamos um pouco em caixa eletrônico. 

    Perguntamos ao comissário como faríamos e ele disse que era 1 sole para cada duas pessoas. Bateu na trave e entrou! Lá se foi nossa moedinha...

    A viagem ao todo durou aproximadamente 2hs e 8 km antes de chegar em Copacabana tivemos que passar pela imigração. Confusão total. 

   Um pouco antes da fronteira em si, o ônibus para e todos os passageiros têm que descer. Temos que passar em um escritório no lado peruano para recebermos o carimbo de saída do país. Atravessamos a fronteira a pé e nos dirigimos para um outro escritório, agora do lado boliviano. Lá ficamos na fila um tempo e fomos obrigados a ficar aguentando as caras de poucos amigos dos policiais da fronteira. Eles mal olham o passaporte e carimbam. É tudo para inglês ver, porque segurança mesmo não tem nenhuma.

    Mesmo depois de termos a entrada autorizada, temos que ficar esperando o ônibus cruzar a fronteira, o que leva alguns minutos. Não espere uma recepção calorosa ou infraestrutura para os turistas, é tudo muito precário. Ali mesmo tem uma casa de câmbio, mas espere até chegar na cidade para trocar dinheiro, é mais em conta.

    O Tande ainda não estava bem e todo esse trâmite foi um pouco sacrificante. Eu só ria da cara dele... rs.

Na fronteira entre Peru e Bolívia


Estava bem hein amigo... rs
   Não existe rodoviária em Copacabana, o ônibus simplesmente para no centro da cidade em frente ao escritório da empresa de ônibus. Depois de pegarmos nossa bagagem, fui procurar um caixa eletrônico para pegar dinheiro na moeda local e enquanto isso o Tande ficou esperando com as bagagens em frente ao escritório da empresa. 

   Quase fiz a maior burrada da viagem: depois que peguei o dinheiro, fui embora e deixei o cartão dentro do caixa. Quando me dei conta voltei correndo e o cartão ainda estava lá...ufa!

    Pegamos um táxi e fomos até o hotel que havia reservado: La Cupula. O trajeto durou dois minutos, pois era do lado. Como estávamos com bagagem e o Tande ainda estava mal, resolvemos evitar ir a pé. Chegando lá tivemos uma surpresa: não havia reserva. Mostrei a impressão do email com a confirmação ao dono do hotel e reconheceu que houve um erro e a pessoa responsável pela reserva fez burrada. O hotel estava lotado e não tinha suíte disponível. Pedimos a ele para ligar no Hotel Glória e perguntar quanto custava. Ele confirmou que sairia US$55,00 por noite, enquanto no Cupula seria US$36,00. Para compensar o erro, ele nos deu um jantar gratuito. 

   Pedimos um táxi e lá fomos para o outro hotel. Nessa hora o Tande já estava quase morrendo... rs. Chegamos ao hotel e tivemos uma boa surpresa, pois era muito bom e tinha uma vista linda para o lago. Veja as fotos abaixo:

Sala de descanso do hotel



Vista da sala de descanso


Nosso quarto



Vista do lado de fora do hotel






Parte de trás do hotel





    Depois tem mais Copacabana...



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